Nissan desafia chineses: ‘Só perderemos se formos piores’
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A Nissan declarou abertamente sua posição frente à concorrência chinesa, afirmando que não teme o avanço de novas marcas. A regra é clara: a empresa só perderá espaço ‘se não entregar um produto, serviço e experiência de compra superiores aos dos rivais’. Christian Meunier, chairman da marca para as Américas, adotou um tom provocador para dar sua opinião sobre esse tema.
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Enquanto outras montadoras tradicionais tratam a ofensiva chinesa como uma ameaça existencial, a Nissan enxerga o cenário como um estímulo. Dessa forma, a visão da marca japonesa é que a competição força todos a melhorarem, e quem ganha com isso, no fim das contas, é o consumidor.
A ofensiva chinesa e a resposta da Nissan
Não é segredo que o avanço de fabricantes chinesas de veículos elétricos no Brasil e no México foi agressivo. Com preços altamente competitivos, usados para escoar o excedente de produção da China, marcas como BYD e GWM ganharam rapidamente participação de mercado. Consequentemente, a enxurrada de importados levou os dois maiores mercados da região a elevarem tarifas de importação.

Diante desse cenário, algumas marcas chinesas já anunciaram planos de produção local para consolidar sua presença e fugir de barreiras comerciais. No entanto, Meunier aponta que a expansão global dessas empresas é frequentemente apoiada por subsídios estatais, um fator que gera discussões em diversos mercados.
O calcanhar de Aquiles: Pós-venda é o campo de batalha real
O ponto mais forte do argumento da Nissan está na fragilidade que a marca enxerga nos concorrentes: a rede de concessionárias e o pós-venda. Vale destacar que Meunier acredita que, sem uma estrutura de assistência técnica robusta e capilarizada, é muito difícil garantir a fidelidade do cliente e a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
Afinal, vender o carro é apenas a primeira parte da jornada. É importante notar que a experiência do proprietário com manutenção, peças de reposição e atendimento é o que realmente constrói ou destrói a reputação de uma marca. É nesse quesito que a Nissan, com sua rede estabelecida há décadas, aposta para se diferenciar e reter seus clientes.
Investimento e autossuficiência como estratégia
Para reforçar sua posição, a Nissan descarta parcerias regionais com montadoras chinesas, um caminho oposto ao de rivais como a Renault (parceira da Geely) e a Stellantis (que se associou à Leapmotor). A estratégia da japonesa é de autossuficiência, apoiada por um investimento de R$ 2,8 bilhões anunciado em 2023 para sua fábrica em Resende (RJ).
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