MotoGP: Acordo Comercial Histórico para 2027-2031 Se Aproxima
O Mundial de Motovelocidade está à beira de um novo contrato comercial para 2027-2031, moldando o futuro financeiro e esportivo da categoria e com um retorno do GP do Brasil no horizonte.
O Mundial de Motovelocidade se encontra em um momento crucial. As negociações para um novo acordo comercial, que regerá a categoria rainha entre 2027 e 2031, aproximaram-se significativamente de uma conclusão. Este pacto é fundamental para o futuro do esporte, delineando direitos, obrigações e a distribuição de receitas entre a promotora Dorna Sports (agora MotoGP Sports Entertainment Group), as cinco fabricantes participantes e as equipes.
Table Of Content
- Um Pacto de Concórdia para o MotoGP
- A Batalha Financeira: Pagamento Fixo vs. Repartição por Porcentagem
- A Propriedade das Vagas no Grid: Um Ponto Crucial
- Impacto no Mercado de Pilotos e o Retorno do GP do Brasil
- O que sabemos
- Perguntas frequentes
- Qual a importância do novo acordo comercial do MotoGP?
- Quais são os principais pontos de discórdia nas negociações?
- Quando o GP do Brasil retornará ao calendário do MotoGP?
- A aquisição da Dorna pela Liberty Media influenciou as negociações?
- Fechamento
O contrato atual expira no final deste ano, e a expectativa é alta para que os termos do novo arranjo sejam selados em breve. Executivos seniores da Liberty Media, a nova proprietária do campeonato, foram aguardados no Circuito das Américas (COTA), nos Estados Unidos, neste fim de semana, um palco importante para o avanço dessas conversas que se estendem por quase um ano.
Um Pacto de Concórdia para o MotoGP
O novo acordo comercial do MotoGP é amplamente comparado ao famoso Pacto de Concórdia da Fórmula 1. Este documento não apenas estabelece a estrutura comercial e regulatória, mas também define como as receitas geradas pelos direitos de televisão e outros ativos comerciais serão repartidas. Para o MotoGP, trata-se de um marco que pode estabilizar o campeonato por muitos anos, garantindo a participação das principais forças da motovelocidade.
As posições entre a Dorna Sports e a associação de fabricantes e equipes convergiram consideravelmente nos últimos dias. Essa aproximação aumenta a perspectiva de um avanço decisivo. A complexidade das negociações tem sido notável, com os termos financeiros sendo o principal ponto de discórdia.
A Batalha Financeira: Pagamento Fixo vs. Repartição por Porcentagem
A questão financeira é o cerne das discussões. A Dorna Sports tem pressionado por um pagamento anual fixo para as equipes. Em contraste, as equipes buscam uma mudança estrutural, visando um modelo de repartição de receitas baseado em uma porcentagem da receita total do campeonato. Este sistema é semelhante ao utilizado na Fórmula 1 e, na visão das equipes, reflete melhor o potencial de crescimento do MotoGP em popularidade e negócios.
A oferta atual da Dorna Sports está na casa dos 9 milhões de euros por ano por equipe. No entanto, as equipes preferem o modelo da F1, acreditando que ele as beneficiaria mais à medida que o campeonato expandisse sua base de fãs e seus acordos comerciais.
“No momento, não estou autorizado a falar sobre esse assunto, porque há um porta-voz cuidando disso”, disse Massimo Rivola, CEO da Aprilia Racing e atual presidente da MSMA, ao Motorsport.com durante uma conversa em Goiânia.
A Propriedade das Vagas no Grid: Um Ponto Crucial
Outro ponto fundamental nas negociações é a propriedade das vagas no grid. Atualmente, sob o contrato que expira no final desta temporada, essas vagas são controladas pela Dorna Sports. As equipes, por sua vez, estão pressionando por uma mudança.
Elas argumentam que deter os direitos sobre as vagas aumentaria significativamente seu valor em negociações com patrocinadores e potenciais investidores. Essa mudança lhes daria maior autonomia e poder de barganha, além de um ativo tangível que poderia ser negociado ou utilizado como garantia.

A minuta do novo acordo também inclui disposições relacionadas às obrigações das equipes, especialmente em áreas ligadas a atividades promocionais e comerciais. Isso significa que as equipes terão um papel mais ativo na promoção do campeonato, alinhando seus interesses com os da Dorna Sports.
Impacto no Mercado de Pilotos e o Retorno do GP do Brasil
A assinatura do novo acordo deve desencadear uma onda de anúncios. O mercado de pilotos de 2027 e as parcerias entre equipes e fabricantes estão praticamente paralisados, aguardando essa definição. Até o momento, apenas a renovação de Marco Bezzecchi com a Aprilia foi oficialmente confirmada. Essa cautela faz parte de uma estratégia mais ampla coordenada dentro da MSMA (associação das fabricantes) para pressionar o promotor.
As fabricantes já estão avançadas em seus projetos para 2027, que serão construídos em torno dos novos regulamentos para protótipos de 850 cc. A definição do acordo comercial é crucial para que esses projetos recebam sinal verde completo e as equipes possam planejar seus investimentos.
“Dito isso, os Estados Unidos são um local muito adequado para nos reunirmos, já que é a sede da Liberty Media. Vamos ver se temos alguma novidade depois de Austin”, adicionou Massimo Rivola, destacando a importância estratégica do encontro no COTA.
Outra notícia empolgante para os fãs brasileiros é a confirmação do retorno do GP do Brasil ao calendário em 2027. Embora o local específico ainda não tenha sido anunciado, a expectativa é grande para que o país volte a sediar uma etapa do Mundial de Motovelocidade. A última vez que o Brasil recebeu uma corrida de MotoGP foi em 2004, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

O que sabemos
- O contrato comercial atual do MotoGP com fabricantes e equipes expira no final de 2024.
- Dorna Sports e fabricantes aproximaram-se de um acordo para 2027-2031.
- As negociações duram quase um ano e são comparadas ao Pacto de Concórdia da F1.
- Os termos financeiros são o principal ponto de discórdia: Dorna propõe pagamento fixo (cerca de 9 milhões de euros/ano/equipe); equipes querem repartição por porcentagem da receita.
- A propriedade das vagas no grid é outro ponto crucial; equipes buscam deter os direitos, atualmente controlados pela Dorna.
- O novo acordo incluirá obrigações promocionais e comerciais para as equipes.
- A assinatura deve liberar anúncios de pilotos para 2027 e parcerias.
- Apenas a renovação de Marco Bezzecchi com a Aprilia foi confirmada até agora.
- Fabricantes já trabalham nos projetos para os novos protótipos de 850 cc de 2027.
- O GP do Brasil retornará ao calendário do MotoGP em 2027.
- Executivos da Liberty Media foram esperados no Circuito das Américas (COTA) para as negociações.
Perguntas frequentes
Qual a importância do novo acordo comercial do MotoGP?
O novo acordo é crucial para o futuro do MotoGP, pois define a estrutura comercial, regulatória e a distribuição de receitas para o período de 2027 a 2031, garantindo a estabilidade e o crescimento do campeonato.
Quais são os principais pontos de discórdia nas negociações?
Os principais pontos são os termos financeiros (pagamento anual fixo proposto pela Dorna versus repartição por porcentagem solicitada pelas equipes) e a propriedade das vagas no grid, atualmente controladas pela Dorna.
Quando o GP do Brasil retornará ao calendário do MotoGP?
O GP do Brasil está confirmado para retornar ao calendário do MotoGP em 2027, marcando o retorno da motovelocidade de elite ao país após mais de duas décadas.
A aquisição da Dorna pela Liberty Media influenciou as negociações?
Sim, a presença de executivos da Liberty Media, nova proprietária da Dorna, no Circuito das Américas (COTA) indica um envolvimento direto e a expectativa de um avanço nas negociações após a aquisição.
Fechamento
A iminente conclusão deste novo acordo comercial representa um divisor de águas para o MotoGP. A convergência das posições, ainda que após complexas discussões financeiras e sobre a propriedade das vagas no grid, sinaliza um futuro de maior estabilidade e potencial de crescimento. A influência da Liberty Media, com sua experiência em valorizar propriedades esportivas como a F1, pode trazer uma nova era de prosperidade para o campeonato. Para o Brasil, a notícia do retorno do GP em 2027 é um presente para os apaixonados por motovelocidade, prometendo reacender a paixão nacional pelo esporte e, quem sabe, inspirar uma nova geração de talentos.
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