Volkswagen volta aos botões físicos: Schäfer ouve o cliente
O CEO da marca, Thomas Schäfer, admite que a aposta em controles sensíveis ao toque no Golf Mk8 e elétricos gerou insatisfação. A montadora agora prioriza a intuição.
A Volkswagen, sob a liderança de Thomas Schäfer, CEO da marca desde julho de 2022, está promovendo uma guinada significativa em sua abordagem de design interior. Após anos de uma aposta ousada em controles sensíveis ao toque, a montadora alemã reconhece a importância da interface física para a experiência do usuário. O retorno dos botões reais e das maçanetas intuitivas é uma prioridade, começando a ser visto no VW Tiguan 2026.
Table Of Content
- A Virada da Volkswagen: Prioridade ao Usuário
- Aprendendo com o Passado: O Caso do Golf Mk8 e dos Elétricos
- Feedback do Consumidor e a Nova Direção
- O que sabemos
- Perguntas frequentes
- Quem é Thomas Schäfer na Volkswagen?
- Por que a Volkswagen está voltando aos botões físicos?
- Quais modelos da Volkswagen já mostram essa mudança?
- O que Thomas Schäfer considera “inegociável” no design de um carro?
- Fechamento
A Virada da Volkswagen: Prioridade ao Usuário
Thomas Schäfer, que comanda a maior marca de carros de passeio do Grupo Volkswagen, tem sido vocal sobre a necessidade de reconectar a empresa com seus clientes. Ele afirmou que a prioridade agora é pensar nas pessoas e para quem o carro se destina, uma mudança clara em relação à filosofia anterior. Segundo Schäfer, a Volkswagen deve ter uma “face amigável”, e cada elemento do carro precisa ser intuitivo.
Essa nova mentalidade reflete-se em detalhes práticos, como a maçaneta da porta. “Uma maçaneta deve ser intuitiva – fácil de usar quando você chega ao carro com as mãos cheias de compras”, explicou Schäfer. Essa atenção aos pormenores da usabilidade é um dos pilares da nova abordagem da marca, buscando simplificar a interação diária com o veículo.

O CEO da Volkswagen enfatiza a importância de “trazer de volta botões reais e nomes reais para carros que podem ser entendidos imediatamente”. Essa declaração sublinha o compromisso da marca em oferecer interfaces claras e descomplicadas, distanciando-se de tecnologias que, embora modernas, geraram frustração entre os motoristas.
Aprendendo com o Passado: O Caso do Golf Mk8 e dos Elétricos
A transição para os controles sensíveis ao toque começou a se tornar evidente com o lançamento do Golf Mk8, que chegou às concessionárias europeias no final de 2019. Naquela época, a Volkswagen substituiu os tradicionais botões físicos por superfícies táteis para funções como volume de áudio e configurações do controle climático. Essa inovação foi replicada em modelos totalmente elétricos, como o ID.4 e o ID. Buzz, onde as novas tecnologias foram inicialmente vistas como futuristas.
No entanto, a resposta do consumidor foi “menos que perdoadora”, como descreveu Schäfer. Muitos motoristas, especialmente aqueles que dependem de controles físicos para uma operação intuitiva e segura, expressaram insatisfação. Embora consumidores mais jovens pudessem se adaptar mais facilmente, eles representam uma minoria na base de clientes da Volkswagen.
“It was clear we were losing our core” — Thomas Schäfer
Schäfer fez uma distinção crucial entre a interação com smartphones e o uso de controles em um carro em movimento. “Os designers da VW reconheceram como as pessoas deslizam rotineiramente em seus smartphones”, disse ele. Contudo, “deslizar em um smartphone enquanto parado ou andando é completamente diferente de deslizar enquanto dirige em alta velocidade, especialmente em estradas irregulares”. Essa percepção reflete uma compreensão mais profunda das diferentes demandas de uso e segurança.
O ID. Buzz, por exemplo, ainda hoje não possui controles físicos para diversas funções, exemplificando a filosofia anterior. No entanto, o vindouro VW Tiguan 2026 já mostra os primeiros sinais dessa mudança, incorporando botões e interruptores reais para volume e outros controles no volante. Apesar disso, o modelo ainda utiliza controles deslizantes para a tela sensível ao toque central, indicando uma transição gradual.
Feedback do Consumidor e a Nova Direção
A Volkswagen está dedicando atenção especial ao feedback dos consumidores, particularmente na área de botões e controles. A empresa está até mesmo utilizando câmeras para observar como os ocupantes do veículo interagem com a tecnologia, buscando dados concretos para aprimorar suas interfaces. Essa abordagem demonstra uma disposição genuína em ouvir, em vez de tentar impor interfaces impopulares.
A promessa de Schäfer é clara: “Existem duas coisas que são absolutamente inegociáveis para mim: maçanetas e botões. Eu não entendo por que alguém usaria controles deslizantes sensíveis ao toque”. Essa firmeza sinaliza um compromisso sério com a usabilidade e a funcionalidade prática que os consumidores esperam de um veículo.
Essa nova abordagem da Volkswagen deve se tornar aparente em todos os novos veículos da marca que chegarem ao mercado nos próximos anos. Isso significa que a experiência do usuário, a ergonomia e a facilidade de uso voltarão a ser pilares fundamentais no desenvolvimento de produtos, desde os veículos elétricos até os modelos a combustão.
O que sabemos
- Thomas Schäfer é o CEO da marca Volkswagen desde julho de 2022.
- Ele lidera a maior marca de carros de passeio do Grupo Volkswagen.
- O Golf Mk8, lançado na Europa no final de 2019, substituiu botões por controles sensíveis ao toque.
- Novas tecnologias em veículos como o ID.4 e o ID. Buzz (elétricos) também usaram controles sensíveis ao toque.
- A Volkswagen não revelou versões ID. Polo e GTI.
- A resposta do consumidor aos controles sensíveis ao toque tem sido negativa, especialmente para quem prefere controles físicos.
- Consumidores mais jovens podem não se importar, mas são minoria.
- Schäfer promete uma nova abordagem para tecnologia e design interior dos veículos.
- O ID. Buzz fotografado no original não possui controles físicos.
- O VW Tiguan 2026 possui botões e interruptores reais no volante para volume e outros controles.
- O VW Tiguan 2026 ainda utiliza controles deslizantes na tela sensível ao toque central.
- Schäfer prioriza o pensamento nas pessoas e para quem o carro se destina.
- Ele acredita que um VW deve ter uma “face amigável”.
- Maçanetas devem ser intuitivas e fáceis de usar, mesmo com as mãos ocupadas.
- A VW trará de volta botões reais e nomes compreensíveis para os carros.
- Schäfer diferencia o deslizar em smartphones do deslizar em controles de carro em alta velocidade.
- Para Schäfer, maçanetas e botões são “absolutamente inegociáveis”.
- Ele não entende o uso de controles deslizantes sensíveis ao toque.
- A Volkswagen está atenta ao feedback dos consumidores sobre botões e controles.
- A empresa usa câmeras para observar a interação dos ocupantes com a tecnologia.
- A nova abordagem sugere que a VW está ouvindo, não impondo interfaces impopulares.
- Essa nova abordagem será aparente em todos os novos veículos da marca Volkswagen.
Perguntas frequentes
Quem é Thomas Schäfer na Volkswagen?
Thomas Schäfer é o CEO da marca Volkswagen desde julho de 2022 e lidera a maior marca de carros de passeio do Grupo Volkswagen, sendo responsável pela nova direção de design e tecnologia interior.
Por que a Volkswagen está voltando aos botões físicos?
A Volkswagen está voltando aos botões físicos devido ao feedback negativo dos consumidores sobre os controles sensíveis ao toque introduzidos em modelos como o Golf Mk8 e os elétricos ID.4 e ID. Buzz, que foram considerados pouco intuitivos e difíceis de usar durante a condução.
Quais modelos da Volkswagen já mostram essa mudança?
O VW Tiguan 2026 é um dos primeiros modelos a demonstrar essa mudança, incorporando botões e interruptores reais para funções como o volume e outros controles no volante, embora ainda mantenha controles deslizantes na tela central.
O que Thomas Schäfer considera “inegociável” no design de um carro?
Para Thomas Schäfer, as maçanetas das portas e os botões físicos são “absolutamente inegociáveis”, destacando a importância da intuição e facilidade de uso para a experiência do motorista e passageiros.
Fechamento
A decisão da Volkswagen de reavaliar sua estratégia de design interior e priorizar a ergonomia e a intuição é um movimento estratégico vital. Ao ouvir ativamente seus consumidores e reconhecer os desafios de usabilidade das interfaces sensíveis ao toque, a marca não apenas resgata a confiança do público, mas também se posiciona de forma mais competitiva no mercado. Em um cenário automotivo cada vez mais focado na experiência do usuário, a volta aos botões físicos não é um retrocesso, mas sim um passo à frente em direção a veículos mais amigáveis e seguros, reforçando a identidade de uma marca que valoriza a funcionalidade sobre a mera inovação tecnológica.
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