Procura pela CNH aumenta com fim da autoescola e baliza
A procura pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) simplesmente explodiu no Brasil, quadruplicando em janeiro de 2026. Segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), com as novas...
A procura pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) simplesmente explodiu no Brasil, quadruplicando em janeiro de 2026. Segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), com as novas regras da CNH, que entraram em vigor em dezembro, o número de pedidos saltou de 369 mil para impressionantes 1,7 milhão em apenas um ano. O motivo principal é a desburocratização do processo, que agora dispensa a obrigatoriedade das autoescolas, prometendo reduzir custos e tempo para os futuros motoristas.
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Fim da autoescola: O que mudou com as novas regras da CNH?
A principal mudança, sem dúvida, é o fim da exigência de frequentar uma autoescola para realizar os exames. Dessa forma, com a nova legislação, os candidatos podem se preparar por conta própria ou com instrutores autônomos credenciados — isso sem falar na queda do preço nas próprias autoescolas. Nesse sentido, aliás, essa nova categoria de profissional já mostra sua força: a Senatran registrou 24.754 cursos práticos realizados por eles desde a implementação.
Vale destacar que a quantidade de pessoas que concluíram os cursos teóricos saltou 319%, indo de 196 mil para mais de 824 mil. Consequentemente, a demanda pelos exames práticos também cresceu 11% no mesmo período, mostrando que a galera está, de fato, correndo para aproveitar a oportunidade.

A prova prática ficou mais fácil?
Para o alívio de muitos, o terror da baliza chegou ao fim. O novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, válido desde 1º de fevereiro, eliminou a obrigatoriedade da manobra. Além disso, agora é permitido realizar o teste em carros com câmbio automático. Essa mudança, que já era discutida em fóruns automotivos, como aponta a Turbinados, muda completamente a dinâmica da avaliação.
A avaliação do candidato passa a ser mais abrangente, focada na conduta geral ao volante durante o percurso. É importante notar que não existem mais as temidas faltas eliminatórias automáticas. Portanto, deixar o carro morrer, por exemplo, não significa mais reprovação imediata. O sistema agora é por pontos, baseado exclusivamente em infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Reprovação e o impacto das novas regras CNH
Com o novo modelo, o candidato é avaliado pela soma de pontos das infrações que comete, com um limite de dez pontos. As faltas têm pesos diferentes (leve, média, grave e gravíssima), espelhando o que acontece no trânsito real. Portanto, condutas que não são infrações pelo CTB, como a já citada “morte” do motor, deixam de ser penalizadas.
No entanto, isso não significa uma aprovação garantida. O examinador ainda tem o poder de interromper o exame caso identifique que o candidato não possui domínio do veículo, equilíbrio emocional ou condições mínimas de segurança.
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