Honda C70 de 1975 Renasce com Coração Yamaha e 24 cv em Customização Ousada
Desvende a impressionante customização de uma Honda C70 de 1975, que trocou seu motor original por um Yamaha DT250MX de 24 cv e um chassi totalmente redesenhado.
A Honda Super Cub, desde seu lançamento em 1958, consolidou-se como um ícone global da mobilidade, ultrapassando a marca de 100 milhões de unidades produzidas em 2017. Projetada para ser um transporte acessível e robusto, sua essência sempre foi a funcionalidade. Contudo, um exemplar de 1975, uma Honda C70, foi recentemente transformado pelo customizador Brian Ricketts, ganhando um coração selvagem da Yamaha e uma identidade completamente nova. Este projeto subverteu o propósito original da Super Cub, elevando-a de utilitária a uma máquina de desempenho surpreendente.
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A Lenda da Super Cub e o Ponto de Partida
A história da Honda Super Cub é um testamento à engenharia focada no usuário. Lançada em 1958, a Super Cub foi concebida para ser um veículo confiável e econômico, capaz de “mobilizar milhões” ao redor do mundo. Seu chassi monocoque de aço prensado, robusto e simples, permitiu produção em massa e durabilidade notável em diversas condições.
Em 2017, a Super Cub alcançou um marco histórico, com mais de 100 milhões de unidades produzidas, consolidando-a como o veículo motorizado mais fabricado. Sua longevidade e sucesso destacam a genialidade do projeto original. O exemplar em questão, uma Honda C70 de 1975, representava fielmente essa filosofia, com seu motor quatro tempos refrigerado a ar de 72 cc, focado na economia e praticidade.

Um Coração Radicalmente Novo: A Alma Yamaha
A transformação desta C70 começou com uma decisão ousada: substituir o motor original por um propulsor de características diametralmente opostas. O pequeno motor de 72 cc deu lugar a um Yamaha DT250MX dois tempos de 1975. Esta mudança significou um salto gigantesco em performance. O motor Yamaha entrega aproximadamente 24 cv, um aumento de impressionantes 18 cv em relação ao motor original da C70.
A instalação do motor Yamaha não foi tarefa simples. O próprio customizador, Brian Ricketts, comentou sobre o desafio:
“sai para a direita, mas só entra pela esquerda.”
Isso demonstra a complexidade de adaptar um motor de uma marca e arquitetura completamente diferentes a um chassi que nunca foi projetado para tal. O motor dois tempos é acoplado a uma caixa de cinco velocidades, o que proporciona uma experiência de pilotagem muito mais esportiva e envolvente.
Para completar a nova configuração, a ignição foi convertida para um sistema de 12 volts, mais moderno e confiável. O motor Yamaha utiliza um carburador round-slide com entrada de 90 graus, otimizando a mistura ar-combustível. O sistema de escapamento é uma obra de arte à parte: uma peça única de aço inoxidável, com câmara de expansão e saída frontal, projetada para maximizar o desempenho do motor dois tempos e conferir um visual agressivo à moto.

Chassi Reforçado e Suspensão Aprimorada para Desempenho
Com o aumento exponencial de potência, o chassi original da Super Cub não seria adequado. Brian Ricketts construiu um novo quadro a partir de tubo de aço sem costura trefilado a frio, material conhecido por sua resistência. Este novo tubo superior é 60 mm mais longo que o original, alterando a geometria da moto e proporcionando mais estabilidade em velocidades.
As modificações no chassi se estenderam para a suspensão e os freios, essenciais para lidar com a nova performance. As forquilhas dianteiras originais foram alargadas em 60 mm, alteração que melhora a rigidez e absorção de impactos. A escolha por componentes de alta performance se reflete nas rodas e freios. A roda dianteira utiliza um aro Racing Boy de 3.5 polegadas, com cubo modificado de Y125Z.

O freio dianteiro é um disco RCB de 300 mm com pinça RCB de dois pistões, com frenagem superior ao original. Na traseira, a roda também é um aro Racing Boy de 4.5 polegadas, acoplada a um cubo Y125Z. O freio traseiro é um disco RCB de 260 mm com pinça de um pistão. Cilindro mestre traseiro Racing Boy e linhas Goodridge otimizam o desempenho do sistema.
Um detalhe importante na parte traseira é o braço de torque, agora articulado com rótula. Este design permite ajuste mais fácil e preciso da tensão da corrente, contribuindo para a durabilidade e eficiência da transmissão de potência. A precisão na escolha de cada componente é evidente, com a maior parte das peças de customização adquirida na Malásia, um importante polo de peças no Sudeste Asiático.

Design e Acabamento Exclusivo: O Toque Final
Além da engenharia mecânica, a estética da Super Cub customizada foi trabalhada para refletir sua nova personalidade. O guidão é um Renthal Moto X, componente de competição que oferece ergonomia e controle superiores. O para-lama traseiro original foi esticado, harmonizando-se às novas proporções da moto, enquanto o para-lama dianteiro foi removido, e um visual mais minimalista e agressivo.
Curiosamente, o tanque de combustível e os painéis laterais originais foram mantidos, preservando a conexão com a herança da Super Cub, mas contrastando com as modificações radicais. O assento foi retocado em couro por Sam Trigg, adicionando sofisticação e conforto. A pintura é um espetáculo à parte, aplicada por Del Whitaker. A cor “Root Beer candy” com “chamas fantasma” é uma escolha ousada, que confere profundidade e brilho único sob a luz.

Este acabamento de pintura de alta qualidade eleva o padrão estético, destacando-a em qualquer ambiente. O tratamento de galvanoplastia foi realizado pela S&T Chrome, garantindo brilho e durabilidade aos componentes metálicos. Por fim, o polimento, feito por Brian, garante que cada superfície brilhe com perfeição, completando o trabalho artesanal.
O que sabemos
- A Honda Super Cub foi lançada em 1958 e ultrapassou 100 milhões de unidades produzidas em 2017.
- O modelo customizado é uma Honda C70 de 1975.
- O customizador foi Brian Ricketts.
- O motor original era um quatro tempos refrigerado a ar de 72 cc.
- O motor substituto é um Yamaha DT250MX dois tempos de 1975, que produz aproximadamente 24 cv e tem caixa de cinco velocidades.
- O motor Yamaha representa um aumento de 18 cv em relação ao motor original.
- O novo quadro foi construído a partir de tubo de aço sem costura trefilado a frio, com o tubo superior 60 mm mais longo.
- As forquilhas dianteiras foram alargadas em 60 mm.
- As rodas utilizam aros Racing Boy (3.5 polegadas na dianteira, 4.5 polegadas na traseira) e cubos modificados de Y125Z.
- Os freios são a disco RCB: 300 mm com pinça de dois pistões na frente e 260 mm com pinça de um pistão na traseira.
- O guidão é um Renthal Moto X.
- O assento foi retocado em couro por Sam Trigg.
- A pintura é “Root Beer candy” com “chamas fantasma”, aplicada por Del Whitaker.
- A maior parte das peças de customização foi adquirida na Malásia.
O que ainda não foi confirmado
- Preço estimado da customização ou da moto final.
- Desempenho específico (velocidade máxima, 0-100 km/h) do novo conjunto mecânico.
- Peso total da motocicleta após as modificações.
- Consumo de combustível do motor Yamaha DT250MX nesta aplicação.
- Detalhes sobre o processo de fabricação do quadro jig ou do bender de tubo.
- Detalhes sobre a customização dos yokes ou do setup de corrente e pinhão.
Este projeto de customização da Honda C70 é um exemplo brilhante de como a paixão automotiva pode reinterpretar a história. Brian Ricketts não apenas construiu uma moto, mas criou uma fusão de ícones, unindo a resiliência da Super Cub com a agressividade de um motor Yamaha dois tempos. O resultado é uma máquina que transcende a funcionalidade original, tornando-se uma declaração de estilo e performance. Para os entusiastas, é a prova de que a criatividade, aliada à expertise técnica, pode transformar qualquer base em algo verdadeiramente espetacular e único. É uma ode ao espírito do motociclismo, onde a liberdade de expressão encontra a busca incessante por mais potência e exclusividade.
Fonte: Bike EXIF (bikeexif.com)
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