Ação Judicial Alega que FSD da Tesla Direcionou Cybertruck para Barreira
Proprietária de um Cybertruck alega que o sistema Full-Self Driving (Supervised) levou o veículo a colidir com uma barreira de concreto, causando ferimentos graves e danos ao carro.
A Tesla enfrenta uma nova ação judicial no Texas. A queixa alega que o sistema Full-Self Driving (FSD) da marca direcionou um Cybertruck para uma barreira de concreto. Este incidente, ocorrido em agosto do ano passado, supostamente causou lesões graves à motorista e danos extensos ao veículo.
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O sistema Full-Self Driving (Supervised) é uma das tecnologias mais observadas na indústria automotiva. Ele foi disponibilizado para milhares de proprietários de Tesla nos Estados Unidos. No entanto, o processo levanta sérias questões sobre sua segurança e confiabilidade.
O Acidente e as Alegações
A proprietária do Tesla Cybertruck, Justine Saint Amour, utilizava o sistema FSD em agosto do ano passado. O veículo se aproximava de uma junção em Y, localizada perto do Houston Metro 256 Eastex Park & Ride, no Texas. O sistema de bordo deveria ter seguido a curva à direita da rodovia, mas, segundo a ação, tentou seguir em frente.
A alegação é que o Cybertruck mirou diretamente em um divisor de concreto. A motorista teria assumido o controle do veículo pouco antes do impacto. Contudo, não conseguiu evitar a colisão, e o Cybertruck atingiu a barreira de frente.
Consequências e a Ação Judicial
O impacto causou ferimentos sérios a Justine Saint Amour. Ela sofreu duas hérnias de disco na região lombar, uma hérnia de disco no pescoço, tendões do pulso torcidos e neuropatia. As imagens de uma câmera de painel, segundo relatos da Chron, capturaram o acidente.
As filmagens mostram o Cybertruck tentando fazer a curva na intersecção, mas colidindo com as barreiras. Uma imagem tirada após o acidente evidencia o sério impacto frontal do Cybertruck preto. O para-choque dianteiro se estilhaçou, e pedaços da carroceria ficaram espalhados pela estrada.
A ação judicial foi registrada no Harris County Court, em Houston. Ela acusa a Tesla de negligência. O advogado de Justine Saint Amour, Bob Hilliard, criticou a empresa.
“As decisões da Tesla tornaram o acidente de Justine inevitável. Esta empresa quer que os motoristas acreditem e confiem suas vidas em uma mentira: que o veículo pode dirigir sozinho e fazê-lo com segurança. Não pode, e não o faz.” — Bob Hilliard
A ação alega que a escolha da Tesla de depender exclusivamente de um sistema baseado em câmera para sua tecnologia de direção autônoma contribuiu para o acidente. Além disso, acusa Elon Musk de ser um “vendedor agressivo e irresponsável”. A ação menciona um histórico de “tomar decisões de design perigosas” por parte de Musk.
O que sabemos
- Uma ação judicial no Texas alega que o sistema Full-Self Driving (FSD) da Tesla direcionou um Cybertruck para uma barreira.
- A motorista, Justine Saint Amour, sofreu lesões na coluna (duas hérnias de disco lombares, uma no pescoço), tendões do pulso torcidos e neuropatia.
- O acidente, ocorrido em agosto do ano passado, resultou em danos graves ao Cybertruck.
- Filmagem de dashcam capturou o acidente.
- A ação judicial acusa a Tesla de negligência e critica a dependência de um sistema baseado em câmera.
- Elon Musk é apontado na ação como um “vendedor agressivo e irresponsável”.
O que ainda não foi confirmado
- O resultado final da ação judicial.
- O ano exato do acidente.
- O valor exato dos danos buscados na ação.
- O papel ou cargo específico de Elon Musk na Tesla, embora seja uma figura central.
Este incidente coloca novamente em foco a complexidade e os desafios da direção autônoma. Enquanto a Tesla continua a avançar com seu sistema FSD, casos como o de Justine Saint Amour ressaltam a necessidade de rigorosa validação e transparência. A repercussão do processo pode moldar a percepção pública e regulatória sobre o futuro dos veículos autônomos.
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