Horse Powertrain Acelera no Brasil com Motor H13 de 200 cv a Etanol
A joint venture entre Renault, Geely e Aramco desenvolve motores inovadores a etanol, com o H13 de 200 cv pronto para as pistas brasileiras em uma nova categoria de picapes de corrida.
Table Of Content
- A Estratégia por Trás da Horse Powertrain Global
- Motor H13: Tecnologia Flex e a Chegada às Pistas Brasileiras
- Etanol no Brasil: Um Combustível Histórico e Estratégico
- Expansão Global: O Motor 2.0L para o Rally Americano ARC2
- O que sabemos
- Perguntas frequentes
- O que é a Horse Powertrain?
- Qual motor a Horse Powertrain usará nas corridas de picape no Brasil?
- Quando a competição de picapes no Brasil começará?
- O motor H13 tem características especiais para etanol?
- A Horse Powertrain atua em outros mercados além do Brasil?
Dezoito meses após sua criação, a Horse Powertrain, uma joint venture com participação estratégica da Renault, Geely e Aramco, acelera seus planos de expansão global e anuncia uma novidade promissora para o automobilismo brasileiro. A empresa, focada no desenvolvimento de trens de força convencionais e híbridos, confirmou o fornecimento de seu avançado motor H13 de 1.3 litro turbo para uma inovadora categoria de corrida de picapes no Brasil, onde entregará cerca de 200 cv de potência rodando exclusivamente com etanol puro (E100).
A Estratégia por Trás da Horse Powertrain Global
Fundada no Reino Unido, a Horse Powertrain emerge como um player estratégico no cenário automotivo, com uma estrutura de capital robusta: 45% detida pela Renault, 45% pela Geely e 10% pela gigante petrolífera Aramco. Essa configuração de acionistas reflete uma visão clara para o futuro do motor a combustão e dos sistemas híbridos, buscando otimizar a eficiência e sustentabilidade em um período de transição energética. O objetivo principal da empresa é projetar e desenvolver motores de combustão interna, tanto convencionais quanto híbridos, atendendo às demandas de um mercado em constante evolução.
A expertise combinada dessas três potências permite à Horse Powertrain explorar tecnologias de ponta, como a otimização para combustíveis alternativos. A Renault contribui com seu vasto conhecimento em engenharia de motores e eletrificação, enquanto a Geely traz sua agilidade e presença global, especialmente em mercados emergentes. A participação da Aramco, por sua vez, sublinha a importância de combustíveis mais limpos e a busca por soluções energéticas eficientes, como o etanol.
Motor H13: Tecnologia Flex e a Chegada às Pistas Brasileiras
O coração dessa inovação é o motor H13, um propulsor turbo de 1.3 litro e quatro cilindros que demonstra grande versatilidade. Este motor já provou seu valor no verão passado, quando equipou um carro de corrida Caterham Seven, entregando 130 cv e substituindo o tradicional motor Ford Sigma. No entanto, sua aplicação mais empolgante está prestes a acontecer nas pistas brasileiras, onde o H13 foi especialmente desenvolvido para uma nova categoria de corrida de picapes.
Para o desafio do automobilismo nacional, o motor H13 foi otimizado para operar com etanol puro (E100), alcançando uma potência impressionante de cerca de 200 cv. Esta adaptação não é trivial e destaca a sofisticação da engenharia da Horse Powertrain. Os engenheiros da empresa incorporaram uma cabeça de cilindro em formato de Delta e um coletor de escape integral, características que contribuem para a eficiência da combustão e para um melhor gerenciamento térmico.
Além disso, o sistema de injeção direta foi projetado especificamente para o uso de etanol. Os injetores de seis orifícios operam a uma pressão elevada de 200 bar, garantindo uma atomização fina do combustível e uma mistura ar-etanol mais homogênea, resultando em maior potência e menor consumo. A Horse descreve o H13 como um motor compacto e leve, com um centro de gravidade baixo, atributos cruciais para o desempenho em veículos de competição, como as picapes de corrida que compartilharão um chassi padrão.
A chegada da Horse Powertrain ao Brasil para esta categoria de picapes de corrida é um passo significativo. Os veículos serão revelados ainda este ano, com uma corrida de exibição planejada após a conclusão dos testes. A competição oficial está programada para começar em 2027, prometendo injeção de adrenalina e tecnologia nas pistas brasileiras.
Etanol no Brasil: Um Combustível Histórico e Estratégico
A escolha do Brasil para o desenvolvimento de um motor de alta performance a etanol não é por acaso. O país tem uma longa e consolidada história com este biocombustível. Desde 1976, é um requisito que veículos rodoviários no Brasil sejam movidos por uma mistura de petroetanol. Inicialmente, essa mistura contava com 11% de etanol (E11), uma proporção que foi gradualmente aumentada ao longo dos anos.
A partir de 2007, a mistura padrão de etanol em veículos rodoviários no Brasil foi estabelecida em 25% (E25), consolidando o etanol como parte integrante da matriz energética veicular. Essa política contrasta com a realidade de muitos outros mercados, como o Reino Unido, onde a mistura padrão de etanol é de apenas 10%. Essa diferença histórica e tecnológica faz do Brasil um laboratório ideal para o desenvolvimento de motores otimizados para o biocombustível, oferecendo um ambiente único para a inovação da Horse Powertrain.
Expansão Global: O Motor 2.0L para o Rally Americano ARC2
Além do compromisso com o Brasil, a Horse Powertrain também está expandindo sua atuação para o cenário do automobilismo norte-americano. A empresa assinou um acordo para fornecer motores para o ARC2, um novo carro de rali baseado no Chevrolet Sonic. Este veículo foi projetado para competir na exigente classe RC2 da American Rally Association nos Estados Unidos.
Para o ARC2, a divisão Aurobay Technologies da Horse desenvolveu uma unidade de 2.0 litros. Este motor será acionado por uma caixa de câmbio sequencial de cinco velocidades, uma configuração típica em carros de rali de alta performance que exige trocas rápidas e precisas. A participação em categorias de rali de prestígio como a RC2 reforça a capacidade da Horse Powertrain em desenvolver soluções de propulsão para diversas modalidades do automobilismo, demonstrando a versatilidade e robustez de sua engenharia.

A estratégia de atuar em diferentes frentes do automobilismo, desde picapes de corrida no Brasil até carros de rali nos EUA, permite à Horse Powertrain testar e refinar suas tecnologias em condições extremas. Estes cenários de competição funcionam como laboratórios ao ar livre, onde os limites dos motores são explorados e as inovações podem ser validadas antes de serem aplicadas em veículos de produção em massa, ou em outras categorias de competição.
O que sabemos
- A Horse Powertrain é uma empresa sediada no Reino Unido.
- É detida em 45% pela Renault, 45% pela Geely e 10% pela Aramco.
- Foi criada para projetar e desenvolver motores de combustão convencionais e híbridos.
- A Horse dirigiu um Caterham Seven com o motor H13 (1.3L turbo, 4-cilindros, 130 cv).
- O motor H13 substituirá o Ford Sigma no Caterham Seven.
- A Horse fornecerá o H13 para uma nova categoria de corrida de picapes no Brasil.
- O H13 está em desenvolvimento para o Brasil e produzirá cerca de 200 cv com etanol puro (E100).
- Os caminhões de corrida no Brasil terão chassi padrão.
- O motor H13 possui cabeça de cilindro em forma de Delta e coletor de escape integral.
- Seu sistema de injeção direta é projetado para etanol, com injetores de seis orifícios a 200 bar.
- É compacto, leve e tem baixo centro de gravidade.
- No Brasil, veículos rodoviários usam mistura de petroetanol desde 1976 (E11, depois E25 desde 2007).
- A Horse fornecerá motor de 2.0 litros para o ARC2 (Chevrolet Sonic) na classe RC2 da American Rally Association nos EUA.
- O motor do ARC2 foi desenvolvido pela divisão Aurobay Technologies e usa câmbio sequencial de cinco velocidades.
- Os veículos da categoria de picapes no Brasil serão revelados este ano.
- Uma corrida de exibição ocorrerá após testes no Brasil.
- A competição oficial de picapes no Brasil começará em 2027.
A incursão da Horse Powertrain no Brasil e nos Estados Unidos com motores de competição sublinha a relevância contínua dos propulsores a combustão interna, especialmente quando combinados com soluções de combustíveis sustentáveis como o etanol. Para o mercado brasileiro, a iniciativa não apenas traz uma nova e empolgante modalidade de automobilismo, mas também impulsiona o desenvolvimento de tecnologias flexfuel de alta performance. Com o suporte de gigantes como Renault, Geely e Aramco, a Horse Powertrain se posiciona na vanguarda da engenharia de motores, provando que a inovação pode estender a vida útil e a relevância de diferentes tipos de trem de força em um futuro cada vez mais diversificado.
Perguntas frequentes
O que é a Horse Powertrain?
A Horse Powertrain é uma empresa britânica, criada há cerca de 18 meses, especializada no projeto e desenvolvimento de motores de combustão interna e sistemas híbridos, com participação acionária da Renault, Geely e Aramco.
Qual motor a Horse Powertrain usará nas corridas de picape no Brasil?
A Horse Powertrain fornecerá o motor H13, um 1.3 litro turbo de quatro cilindros, que foi adaptado para produzir cerca de 200 cv rodando com etanol puro (E100) para a nova categoria de picapes de corrida no Brasil.
Quando a competição de picapes no Brasil começará?
Os veículos da nova categoria de picapes serão revelados ainda este ano (2026), e a competição oficial está programada para iniciar em 2027, após uma corrida de exibição e testes.
O motor H13 tem características especiais para etanol?
Sim, o motor H13 possui uma cabeça de cilindro em forma de Delta, coletor de escape integral e um sistema de injeção direta com injetores de seis orifícios operando a 200 bar, tudo projetado especificamente para otimizar a combustão com etanol puro.
A Horse Powertrain atua em outros mercados além do Brasil?
Sim, a Horse Powertrain também assinou um acordo para fornecer um motor de 2.0 litros para o carro de rali ARC2, baseado no Chevrolet Sonic, que competirá na classe RC2 da American Rally Association nos Estados Unidos.
Fonte: Autocar UK (autocar.co.uk)
No Comment! Be the first one.