Venda de motos supera carros pela primeira vez no Brasil
Pela primeira vez na história, somos testemunhas de um fenômeno que muda as perspectivas do mercado automotivo nacional : a venda de motos no Brasil superou os emplacamentos de carros. Segundo a...
Pela primeira vez na história, somos testemunhas de um fenômeno que muda as perspectivas do mercado automotivo nacional: a venda de motos no Brasil superou os emplacamentos de carros. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram 2.197.308 motos emplacadas no país em 2025, contra 1.996.531 de carros no mesmo período — desconsiderando comerciais leves.
Table Of Content
- Um novo panorama na venda de motos no Brasil
- Crescimento impulsionado por modelos de baixa cilindrada
- Mulheres e jovens remodelam o mercado de duas rodas
- O boom dos aplicativos e seus impactos
- Custos e desafios para os motociclistas de aplicativo
- Aumento de acidentes e gastos com saúde
- Venda de motos no Brasil: Pitaco do Bueno
Leia e Assista: CUIDADO! 10 MOTOS que PROMETEM MUITO, mas VÃO TE DAR um PREJUÍZO ENORME
Um novo panorama na venda de motos no Brasil
Vale destacar que a Abraciclo (Associação Nacional dos Fabricantes de Motocicletas) confirmou essa virada histórica. É importante notar que reflete uma mudança significativa na mobilidade urbana e na forma como o brasileiro se locomove. Portanto, em apenas quatro anos, de 2021 a 2025, o número anual de motos vendidas praticamente dobrou, passando de 1,1 milhão para os atuais 2,1 milhões. Consequentemente, essa escalada resultou em um crescimento de 22% na frota circulante, adicionando quase sete milhões de novas motocicletas às ruas e estradas do país.
Crescimento impulsionado por modelos de baixa cilindrada
Ainda na análise da venda de motos no Brasil, notamos que a liderança de mercado pertence aos modelos de baixa cilindrada, responsáveis por 77% da produção nacional no último ano. Contudo, essa popularização traz um efeito colateral preocupante: o aumento exponencial de roubos e furtos. Em outras palavras, no estado de São Paulo, por exemplo, os registros desse tipo de crime mais que dobraram em quatro anos, um dado que acende um alerta sobre a segurança dos motociclistas.

Mulheres e jovens remodelam o mercado de duas rodas
O perfil do motociclista brasileiro está em plena transformação. Uma das grandes forças por trás do recorde na venda de motos no Brasil é a crescente adesão feminina. Em março do ano passado, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontou que 10 milhões de mulheres já possuíam habilitação para pilotar motocicletas, um avanço de 66% em uma década.
O boom dos aplicativos e seus impactos
Não há como negar: a ascensão dos aplicativos de entrega foi o grande catalisador para o salto na venda de motos no Brasil. Segundo no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), em 2012 eram 55 mil entregadores que utilizavam motocicletas para seu serviço, contra 455.621 em 2024.
Custos e desafios para os motociclistas de aplicativo
Para o trabalhador autônomo, a moto representa uma alternativa mais acessível em comparação com um carro. Enquanto a manutenção de uma motocicleta para quem trabalha 40 horas semanais custa em média R$ 763 por mês, o motorista de aplicativo com carro desembolsa R$ 2.462.
Contudo, essa economia vem acompanhada de desafios. O seguro, por exemplo, é 30% a 50% mais caro para os motociclistas de app, conforme aponta a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O seguro de uma popular Honda CG 160 chega a custar entre R$ 4.300 e R$ 5.300 anuais para esse público específico.
Aumento de acidentes e gastos com saúde
A expansão da frota de motos e o uso intensivo para trabalho também trouxeram um lado sombrio: o aumento dos acidentes. Em 2023, mais de 13 mil motociclistas perderam a vida no trânsito, um crescimento de 12% em comparação com 2013, segundo o Ministério da Saúde.

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) revela que, entre 2014 e 2024, 60% dos hospitalizados por acidentes de trânsito eram motociclistas. Só em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 257,7 milhões com internações de motociclistas, um rombo agravado pela interrupção dos repasses anuais do DPVAT. Até 2021 cobria parte desses custos.
Venda de motos no Brasil: Pitaco do Bueno
Eu acrescentaria outro fator no aumento da busca pelas motos: os carros estão cada vez mais caros e os preços se descolaram das motos. Mesmo com todas as dificuldades relacionadas à logística, segurança e infraestrutura, a aquisição de uma moto ainda é mais “simples” do que a de um carro.
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