Jetour T2 chega ao Brasil e quer briga com Tank 300
A Jetour oficializou a chegada do Jetour T2 Brasil , seu SUV mais caro e sofisticado para a fase inicial da marca no país. Além disso, o modelo híbrido plug-in estreia em duas versões com preços de...
A Jetour oficializou a chegada do Jetour T2 Brasil, seu SUV mais caro e sofisticado para a fase inicial da marca no país. Além disso, o modelo híbrido plug-in estreia em duas versões com preços de pré-venda de R$ 289.900 (Advance) e R$ 299.900 (Premium), apostando em um visual parrudo e um conjunto de três motores que entrega 320 cv. No entanto, um detalhe chama a atenção: apesar da aparência off-road, a tração é exclusivamente dianteira, um ponto que pode gerar debate.
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Posicionado acima dos irmãos S06 e T1, o T2 se destaca pelo design de linhas retas, que remete claramente ao estilo consagrado pelo Land Rover Defender, uma tendência forte entre as montadoras chinesas. Por outro lado, suas dimensões reforçam a robustez, com 4,78 metros de comprimento e generosos 2,00 metros de largura, mantendo o entre-eixos de 2,80 m. Dessa forma, as primeiras unidades estão previstas para serem entregues a partir de meados de março.

Três motores e uma polêmica tração dianteira
O coração do Jetour T2 é seu complexo sistema propulsor. Nesse sentido, ele combina um motor 1.5 turbo a gasolina, que sozinho produz 135 cv e 20,4 kgfm, com dois motores elétricos. Vale destacar que o primeiro elétrico gera 102 cv e 17,3 kgfm, enquanto o segundo adiciona 122 cv e 22,4 kgfm. É importante notar que o resultado combinado é uma potência de 320 cv e um torque brutal de 62,2 kgfm, números que impressionam — mas somente no eixo dianteiro.
A escolha por uma tração dianteira em um SUV com apelo visual tão forte para o fora de estrada é, no mínimo, curiosa. A marca justifica a configuração para otimizar a eficiência. A transmissão é outra exclusividade: um câmbio automático 3-DHT, com três marchas mecânicas, diferente do sistema de marcha única dos outros modelos. Essa caixa visa manter os motores sempre na faixa ideal de rotação.

Autonomia e consumo do Jetour T2
O conjunto mecânico permite que o SUV acelere de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, um bom número para seu porte. Consequentemente, a bateria de 26,7 kWh é responsável por uma autonomia puramente elétrica de até 75 km, segundo dados do PBEV. Em outras palavras, a autonomia total declarada pela marca, combinando o tanque de 70 litros e a bateria, chega a 1.100 km.
Em termos de consumo, os números oficiais são os seguintes:
- Cidade (híbrido): 11,4 km/l
- Estrada (híbrido): 10,5 km/l
- Combinado (híbrido): 11 km/l
Luxo e tecnologia para justificar o preço
Para brigar na faixa dos R$ 300 mil, o T2 vem bem equipado desde a versão de entrada. De fato, a variante Advance do SUV já oferece rodas de 19 polegadas, teto solar panorâmico, pacote ADAS completo, câmeras com visão 540° e até um sistema de detecção de alagamento. Por dentro, painel digital de 10,25”, multimídia de 15,6” e bancos dianteiros elétricos com ventilação são de série.
A versão Premium, por R$ 10 mil a mais, acrescenta rodas de 20 polegadas, emblemas iluminados, sistema de som Sony com 12 alto-falantes e sensores de estacionamento dianteiros. Assim como os demais modelos, a garantia é de sete anos para o veículo e oito para o sistema híbrido.
Com o T2, a Jetour fecha seu trio de ataque inicial e sinaliza suas ambições no mercado brasileiro, inclusive com planos de produção local em regime SKD. A questão que fica é: um SUV de R$ 300 mil com visual lameiro. mas sem tração 4×4, vai convencer o consumidor que busca mais do que apenas aparência?
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