Policial ‘surfa’ no capô de carro para prender jovem em minibike
Em uma tática de perseguição extremamente perigosa e fora de qualquer protocolo, oficial de Oklahoma City usou civil como motorista de fuga improvisado.
Uma cena inacreditável, que parece ter saído de um roteiro de filme de ação, ocorreu nas ruas de Oklahoma City. Um policial, em meio a uma perseguição, tomou uma decisão drástica e perigosa: pulou no capô de um carro de um civil e ordenou que o motorista perseguisse um adolescente em uma minibike.
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A perseguição e a tática inusitada
Tudo começou quando o oficial tentou abordar dois jovens que pilotavam minibikes à noite, sem faróis — uma infração clara e um risco à segurança. Os pilotos fugiram em direções opostas, e o policial iniciou uma perseguição a pé atrás de um deles.
Ao ver que não conseguiria alcançar o suspeito, o oficial avistou um carro parado em um cruzamento. Sem hesitar, ele correu em direção ao veículo, subiu no capô e gritou para o motorista perplexo: “Vai, vai, vai! Dirige, dirige, dirige!”.

O cidadão, surpreendentemente, obedeceu às ordens. O carro acelerou, permitindo que o policial se aproximasse da minibike. Em um movimento arriscado, o oficial saltou do capô em movimento e conseguiu derrubar o jovem piloto, encerrando a fuga.
Riscos extremos e o bom senso ignorado
Apesar do desfecho aparentemente bem-sucedido para a polícia, a tática empregada é um exemplo de tudo o que não se deve fazer. Especialistas em segurança e procedimentos policiais, como a ex-chefe de polícia de Seattle, Carmen Best, foram categóricos ao analisar o incidente.
Best explicou os perigos óbvios da manobra:
“Bem, uma série de coisas poderia ter dado errado. O policial poderia ter caído do carro e se ferido. Um pedestre poderia ter se ferido porque temos um motorista distraído que certamente não é treinado para dirigir um carro com uma pessoa em cima dele.”
Do ponto de vista automotivo, a situação é ainda mais grave. O peso de um adulto no capô altera drasticamente o centro de gravidade do veículo, afeta a dirigibilidade e a capacidade de frenagem. Além disso, a visão do motorista fica severamente obstruída, transformando o carro em um projétil descontrolado.
A justificativa oficial contra a realidade
Em sua declaração, o policial afirmou que “manteve a devida consideração pela segurança do público, do cidadão que ajudou e do infrator ao tentar resolver a situação de forma segura”. A afirmação beira o absurdo, considerando a quantidade de variáveis perigosas que foram introduzidas na equação.
Carmen Best resume o dilema ético de qualquer perseguição com uma frase simples: “O benefício da captura deve superar o risco da captura.” Neste caso, o risco de uma tragédia — envolvendo o policial, o motorista civil, o jovem e qualquer pedestre no caminho — foi infinitamente maior que o benefício de apreender um adolescente por uma infração de trânsito.
A situação evoca a famosa frase de Elwood Blues no filme “Os Irmãos Cara de Pau”: “Você não pode fugir de um Motorola”. A máxima ilustra que a comunicação via rádio da polícia é muito mais eficiente e segura do que perseguições cinematográficas que colocam vidas em risco desnecessariamente.
O que sabemos
- Um policial de Oklahoma City subiu no capô de um carro de um civil para perseguir uma minibike.
- A perseguição começou porque duas minibikes trafegavam à noite sem faróis.
- O motorista civil obedeceu às ordens do policial e perseguiu o suspeito.
- O policial pulou do capô em movimento e derrubou o piloto adolescente.
- Especialistas condenaram a ação como extremamente perigosa e fora dos protocolos.
Este incidente em Oklahoma City serve como um forte lembrete de que, embora a determinação policial seja uma virtude, ela nunca pode se sobrepor ao bom senso e aos protocolos de segurança. A linha entre um ato heroico e um ato imprudente foi cruzada de forma perigosa, e o resultado só não foi trágico por pura sorte.
Fonte: Jalopnik – Obsessed with the culture of cars (jalopnik.com)
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