Pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes será Free-Flow
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A viagem para o litoral paulista está prestes a mudar radicalmente. O Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) iniciou a instalação do pedágio free-flow, tecnologia que elimina as praças de pedágio e as paradas obrigatórias. A montagem do primeiro pórtico já começou na Rodovia Anchieta, marcando o início da transição para um modelo de cobrança totalmente eletrônico.
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No entanto, a mudança não será imediata e terá início somente no mês de julho desse ano. A cobrança, após a instalação do novo sistema, será feita em duas etapas. As praças de pedágio atuais, localizadas nos km 31 (Anchieta) e 32 (Imigrantes), receberão os leitores do free-flow.

Como vai funcionar o pedágio free-flow?
O sistema substitui as cancelas por pórticos equipados com câmeras de reconhecimento de placas (OCR), sensores a laser e antenas. Para quem já usa tags de pagamento automático (como Sem Parar, ConectCar, etc.), a cobrança será debitada na fatura, sem qualquer alteração na rotina, permitindo a passagem sem reduzir a velocidade.
Por outro lado, motoristas sem a tag precisarão adotar um novo hábito. O pagamento deverá ser feito ativamente em até 15 dias após a passagem, através da plataforma “Siga Fácil SP”, informando a placa do veículo. As opções de pagamento incluirão cartão de crédito, débito e Pix. É crucial ficar atento, pois o não pagamento dentro do prazo é considerado uma infração de trânsito grave, resultando em multa e pontos na CNH.
Novas tarifas e o fim do “para e arranca”
A lógica de cobrança também será diferente. É importante notar que o valor atual de R$ 38,70, pago em um único sentido, será dividido. Com o novo sistema, o motorista pagará R$ 19,35 por cada pórtico. Como haverá um pórtico na descida e outro na subida, a cobrança passará a ocorrer nos dois sentidos da viagem, totalizando o mesmo valor de ida e volta.
Na nossa análise, o principal benefício prometido pela Artesp é a fluidez. A eliminação do “para e arranca” nas praças de pedágio tem o potencial de reduzir drasticamente os congestionamentos históricos no trecho de planalto, especialmente durante feriados e finais de semana. A aposta é que o tempo de viagem seja otimizado, mas isso exigirá uma adaptação do comportamento dos motoristas. Será o fim definitivo das filas na serra ou apenas uma nova forma de pagar pelo mesmo trajeto?
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