Jeep: Família acusa loja de venda a idoso com demência
Homem de 83 anos, diagnosticado com demência, teria comprado um Grand Cherokee de quase US$ 70 mil. Após seu falecimento, viúva ficou com a dívida.
Um caso polêmico nos Estados Unidos coloca em xeque as práticas de uma concessionária Jeep. A família de James Benson, um idoso de 83 anos que faleceu em fevereiro, acusa a loja Scott Evans Jeep de ter se aproveitado de sua condição de saúde para vender um Grand Cherokee novo por quase US$ 70.000.
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Benson, que havia sido diagnosticado com demência, teria fechado o negócio após um episódio preocupante: ele desapareceu por cerca de 30 horas, retornando para a casa de repouso onde morava já com o SUV.
A compra controversa do Grand Cherokee
Segundo a filha, Alicia Miller, a situação é ainda mais complexa. Um vendedor da concessionária, localizada em Carrollton, Geórgia, teria visitado a instituição de idosos onde o casal vivia para concluir a transação. A família alega que James Benson não tinha uma carteira de motorista válida e já não dirigia ativamente.
A esposa de Benson, que também sofre com problemas de memória, assinou como co-responsável pelo financiamento. No entanto, ela não se recorda do evento. Em declaração à imprensa local, a filha afirmou categoricamente:
“Minha mãe assinou, mas ela não se lembra de ter assinado.”
A percepção do próprio comprador sobre o negócio também é um ponto central da queixa da família. “Meu pai nunca pensou que comprou um carro”, disse Miller, indicando a confusão mental de Benson na época.
Diagnóstico de demência e a dívida
Com o falecimento de James Benson poucos meses após a aquisição, a responsabilidade pela dívida recaiu sobre sua viúva. Ela foi transferida para uma unidade de saúde mental e agora enfrenta pagamentos mensais de US$ 750 pelo veículo.
A família busca reverter completamente o negócio, exigindo a devolução do SUV e o reembolso total dos valores pagos, incluindo o depósito inicial de US$ 5.000.
A resposta da concessionária
A Scott Evans Jeep reconheceu que a venda foi efetuada, mas sua proposta de resolução foi considerada insuficiente pela família. A loja ofereceu reembolsar pouco mais de US$ 3.000 referentes a taxas da transação, mas se recusou a aceitar o veículo de volta ou devolver o depósito.
De acordo com Alicia Miller, a justificativa dada pela concessionária foi de que eles “não discriminavam os idosos”. Diante do impasse, a família está explorando opções legais para contestar a validade da venda.
O que sabemos
- Um homem de 83 anos com diagnóstico de demência comprou um Jeep Grand Cherokee por quase US$ 70.000.
- A família alega que ele não possuía carteira de motorista válida no momento da compra.
- A esposa do comprador, que tem problemas de memória, co-assinou o financiamento, mas não se recorda do fato.
- O comprador faleceu em fevereiro, deixando a viúva com parcelas mensais de US$ 750.
- A concessionária Scott Evans Jeep se recusou a aceitar a devolução do veículo e a realizar um reembolso total.
- A família está avaliando medidas legais para reverter o negócio.
Este caso levanta um debate importante sobre a ética nas vendas e a proteção de consumidores vulneráveis. A responsabilidade das empresas em identificar e agir corretamente em situações envolvendo clientes com capacidade de discernimento comprometida é um ponto fundamental, que aqui se torna o centro de uma disputa familiar e, possivelmente, judicial.
Perguntas frequentes
Qual o valor do Jeep Grand Cherokee comprado?
O veículo foi adquirido por quase US$ 70.000, com um depósito de US$ 5.000 e um financiamento que resultou em parcelas mensais de US$ 750.
Qual era a condição do comprador?
James Benson, de 83 anos, havia sido diagnosticado com demência e, segundo a família, não possuía carteira de motorista válida na época da compra.
Qual foi a resposta da concessionária Jeep?
A Scott Evans Jeep ofereceu reembolsar aproximadamente US$ 3.000 em taxas, mas não aceitou a devolução do carro nem o reembolso total dos valores pagos pela família.
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