GP Brasil de Moto2 e Moto3: Pirelli Amplia Alocação de Pneus em Goiânia
Pirelli disponibiliza pneus adicionais e sessões de treinos são estendidas nas categorias Moto2 e Moto3, preparando pilotos para o renovado circuito de Goiânia.
A Pirelli, fornecedora oficial de pneus para as categorias Moto2 e Moto3, anunciou uma medida estratégica para o aguardado GP do Brasil. A empresa ampliou a alocação de pneus disponíveis para cada piloto, além de estender as sessões de treinos livres. A decisão visa auxiliar equipes e pilotos na familiarização com o Autódromo Internacional de Goiânia, que passou por um recapeamento completo e modificações recentes no traçado.
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Ajuste estratégico de pneus para Goiânia
Para o fim de semana em Goiânia, cada piloto terá à disposição um total de 19 pneus, um aumento significativo em relação às 17 unidades da alocação padrão. Essa distribuição extra compensa o maior uso esperado durante as sessões alongadas e a necessidade de testar diferentes configurações. A alocação padrão costuma ser dividida entre oito pneus dianteiros e nove traseiros, mas a Pirelli expandiu a quantidade disponível em cada especificação.
Na Moto2, os pilotos contarão com nove pneus macios, especificamente os Pirelli SC1 para a dianteira e SC0 para a traseira, que prometem máxima aderência. Seis unidades da solução média também estarão disponíveis, composta pelos SC2 dianteiro e SC1 traseiro, oferecendo maior durabilidade. Para a Moto3, cada piloto terá nove unidades para cada uma das duas opções dianteiras e nove para cada uma das duas soluções traseiras, garantindo flexibilidade na escolha dos compostos. Em caso de pista molhada, os pneus de chuva Pirelli Diablo Rain poderão ser utilizados, assegurando desempenho e segurança em qualquer condição climática.
Treinos estendidos para adaptação
Ainda como parte da estratégia de adaptação, as sessões de treinos livres de sexta-feira das categorias Moto2 e Moto3 terão duração maior que o habitual. As sessões TL1 e TL2 serão estendidas em 10 minutos cada, concedendo aos pilotos um total de 20 minutos adicionais de pista. Esse tempo extra será crucial para que os competidores e suas equipes coletem dados importantes e ajustem as motocicletas ao novo asfalto e às particularidades do traçado goiano.
Goiânia: um circuito renovado e desafiador
O Autódromo de Goiânia retorna ao calendário do Mundial de Motovelocidade com uma pista praticamente nova para o paddock atual. É importante destacar que nenhum dos pilotos das categorias Moto2 e Moto3 correu no circuito anteriormente, o que adiciona um elemento de incerteza e desafio. As modificações estruturais no autódromo são extensas, incluindo um recapeamento completo da pista, ampliação de áreas de escape para maior segurança e ajustes estratégicos no traçado, com especial atenção à Curva 12. O local agora atende rigorosamente aos padrões de segurança Grau A da FIM, a federação internacional de motociclismo, requisito indispensável para competições de alto nível.
Segundo as primeiras impressões de pilotos que visitaram a pista após o GP da Argentina no ano passado, o traçado goiano é descrito como curto, porém muito rápido. A longa reta principal, por exemplo, é capaz de proporcionar altas velocidades, exigindo potência e aerodinâmica das motocicletas. O novo asfalto promete uma superfície com excelente aderência, fator crucial para o desempenho dos pneus Pirelli. A fabricante italiana optou por utilizar compostos padrão de sua gama, já conhecidos pelas equipes e disponíveis no mercado, permitindo que a adaptação se concentre na dinâmica do circuito, e não nas características dos pneus em si. A expectativa é que o fim de semana revele quais soluções de compostos – mais macios ou mais duros – se adaptarão melhor às características únicas da pista.
O retorno do Mundial ao Brasil
O retorno do Mundial de Motovelocidade ao Brasil encerra um intervalo de 22 anos desde a última corrida no país, em 2004. A história do campeonato em território brasileiro é rica, com 13 GPs já realizados. A primeira edição do GP do Brasil aconteceu justamente em Goiânia, em 1987, onde permaneceu até 1989. Em 1992, o evento teve uma edição única em Interlagos, São Paulo. Posteriormente, o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi palco de nove corridas entre 1995 e 2004, com exceção de 1998.
O que sabemos
- A Pirelli levou pneus extras para as categorias Moto2 e Moto3 no GP do Brasil.
- Cada piloto terá 19 pneus ao longo do fim de semana (a alocação padrão é de 17 unidades).
- As sessões de treinos livres de sexta-feira foram estendidas em 20 minutos (10 minutos adicionais em TL1 e TL2).
- A medida visa familiarizar pilotos e equipes com o recapeado e modificado circuito de Goiânia.
- Goiânia passou por recapeamento completo e ajustes no traçado, atendendo aos padrões de segurança Grau A da FIM.
- Nenhum dos pilotos atuais das categorias Moto2 e Moto3 correu na pista de Goiânia.
- O Mundial de Motovelocidade retorna ao Brasil após um intervalo de 22 anos.
O que ainda não foi confirmado
- Detalhes específicos sobre o desgaste dos pneus no novo asfalto do circuito.
- A preferência exata das equipes por compostos mais macios ou mais duros no novo traçado de Goiânia.
A volta do Mundial de Motovelocidade ao Brasil é um marco importante para o esporte a motor nacional. A iniciativa da Pirelli, aliada à extensão dos treinos, demonstra o compromisso em garantir a segurança e a competitividade diante de um circuito renovado e desafiador. Para os fãs, é a chance de reviver a emoção das duas rodas em uma pista histórica, agora adaptada aos padrões modernos do motociclismo mundial.
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