Jeremy Clarkson Revela Seus Carros Favoritos e Visão dos Elétricos em Podcast da Autocar
Em entrevista exclusiva à Autocar, o lendário apresentador Jeremy Clarkson compartilha sua lista de carros prediletos, seu amor por motores a combustão e sua visão sobre a eletrificação, diretamente...
Em um movimento que surpreendeu muitos, especialmente considerando sua aversão prévia a podcasts, Jeremy Clarkson, a icônica personalidade automotiva, participou de um episódio especial do podcast Autocar. Na conversa, Clarkson não apenas revelou seus carros preferidos, mas também compartilhou insights sobre sua paixão duradoura pelo mundo automotivo, sua visão sobre os veículos elétricos e o futuro do programa The Grand Tour. O encontro, realizado na Diddly Squat Farm, ofereceu um vislumbre da vida do apresentador e escritor fora das câmeras, em meio à tranquilidade — e à incessante chuva — do campo britânico.
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A entrevista, concedida a Steve Cropley da Autocar, desmistificou a imagem do Clarkson sempre ocupado, revelando um período de tédio fértil para novas reflexões e, aparentemente, para a compra de uma mesa de designer de alumínio de £3000. Este contexto inusitado adiciona uma camada de humanidade e franqueza à conversa, mostrando um Clarkson disposto a compartilhar suas opiniões mais íntimas sobre o universo dos automóveis.
Um Dia com Clarkson na Diddly Squat Farm
A atmosfera na Diddly Squat Farm, onde o encontro foi agendado para uma segunda-feira às 14h30, era peculiar. Apesar das afirmações de Jeremy Clarkson de que não tinha “minutos de sobra”, ele respondeu prontamente ao pedido de uma hora de seu tempo. A fazenda em si apresentava uma nova e imponente casa de fazenda, além de um pátio cercado por edifícios de trabalho mais antigos, um cenário que muitos fãs reconhecerão de seu programa de televisão, “Clarkson’s Farm”.

No dia da visita, a fazenda fervilhava com a presença de diversas pessoas ligadas à produção televisiva. A próxima parte de “Clarkson’s Farm” estava prestes a ser iniciada, e Clarkson fez questão de explicar que uma equipe é sempre essencial para programas desse tipo. Essa efervescência de atividade contrastava com o motivo inicial do encontro: o tédio do apresentador, que o levou a considerar novos hobbies e, claro, a adquirir a já mencionada mesa de designer.
O escritório da nova fazenda, onde Clarkson estava posicionado atrás de sua nova aquisição, era um espaço à altura da personalidade. Amplo, com teto alto, suas paredes eram adornadas com quadros e pôsteres temáticos de carros, evidenciando sua paixão. As janelas, envidraçadas do chão ao teto na frente, ofereciam uma vista para o exterior, ainda que sob a chuva incessante que caía desde o Natal, deixando a atividade agrícola em um ritmo mais lento e contribuindo para o tédio do proprietário.
A recepção do apresentador foi calorosa, demonstrando-se amigável e acolhedor, agradecendo a visita de Steve Cropley e sua equipe. Essa postura contrastou com a imagem por vezes ríspida que Clarkson projeta na televisão, revelando um lado mais acessível e humano. A conversa, então, fluiu naturalmente para o que realmente importava: os carros.
O Coração de um Entusiasta: Amor por Motores a Gasolina e Aversão aos Elétricos
Durante a entrevista, Jeremy Clarkson confirmou com entusiasmo que sua paixão por carros permanece intacta, um sentimento que ele descreve como estando “em um lugar muito próximo ao seu coração”. Essa declaração não é novidade para quem acompanha sua carreira, marcada por anos de análises apaixonadas e, por vezes, controversas sobre os mais variados modelos automotivos, desde os mais banais até os mais exóticos supercarros.
No entanto, sua visão sobre a eletrificação do setor automotivo é bem clara e, previsivelmente, cética. Clarkson expressou uma notável falta de entusiasmo por carros elétricos, categorizando-os como “eletrodomésticos”. Essa analogia sugere que, para ele, os veículos elétricos carecem da personalidade, do envolvimento e da emoção que os automóveis a combustão, especialmente aqueles com motores a gasolina sofisticados, conseguem oferecer.
Para Clarkson, um motor a gasolina bem-projetado e construído é a “alma” de um carro. Essa perspectiva ressalta a importância da engenharia mecânica, do som, da resposta e da complexidade sensorial que um motor a combustão pode proporcionar, elementos que, em sua visão, são minimizados ou ausentes nos veículos elétricos. Sua preferência por essa “alma” é um pilar de sua filosofia automotiva, que valoriza a experiência de dirigir acima de tudo.
Apesar de seu entusiasmo geral por carros, Clarkson tem algumas preferências bem específicas. Ele demonstra um apreço particular por veículos da Lamborghini, marca italiana conhecida por seus supercarros extravagantes e potentes. No entanto, se tivesse a oportunidade de escolher, Clarkson revelou que compraria um Lexus LFA. Esta escolha é significativa, pois o LFA, com seu motor V10 de alta rotação e som inconfundível, é frequentemente elogiado por entusiastas como uma obra de arte da engenharia automotiva, um carro que realmente incorpora a “alma” que Clarkson tanto valoriza. Sua raridade e a experiência visceral que oferece provavelmente o colocam acima de muitos outros supercarros em sua lista de desejos.
O Futuro de The Grand Tour e a Visão de um Veterano da Autocar
Além de suas opiniões sobre veículos, Jeremy Clarkson também comentou sobre o futuro de The Grand Tour, o programa que apresenta ao lado de Richard Hammond e James May. Ele se mostra otimista quanto às capacidades e ao potencial de um “novo trio” — uma indicação de possíveis mudanças no formato ou nos apresentadores, ou talvez uma referência à evolução da dinâmica entre ele, Hammond e May. Clarkson acredita que essa nova configuração funcionará, o que é um sinal positivo para os fãs que aguardam as próximas temporadas da atração. A confiança de Clarkson no sucesso dessa nova fase reforça a ideia de que o programa continuará a inovar e a cativar seu público.
A entrevista foi conduzida por Steve Cropley, uma figura proeminente na Autocar e no jornalismo automotivo. Com mais de 30 anos de experiência, Cropley é o membro mais antigo da equipe editorial da revista, um verdadeiro decano que já presenciou inúmeras transformações na indústria e na mídia. Ele se autodenomina o “long stop” da revista, uma expressão que sugere seu papel como uma última linha de defesa ou um observador atento das mudanças, alguém que garante a continuidade e a qualidade editorial.

Cropley testemunhou a Autocar evoluir de uma publicação exclusivamente impressa para uma plataforma multimídia, adaptando-se às exigências da era digital. Apesar de sua vasta experiência, ele expressa pouco apetite para revisitar o passado em um ambiente que evolui tão rapidamente. Sua perspectiva é de constante inovação e adaptação, o que se alinha com o sucesso do podcast “My Week In Cars”, cuja recepção generosa o deixou surpreso e encantado. Este sucesso demonstra que, mesmo com a mudança de formatos, a paixão por carros e a capacidade de comunicar histórias automotivas continuam a ressoar com o público. Cropley, como muitos no setor, continua a buscar novas formas de engajar os entusiastas.

O que sabemos
- Jeremy Clarkson revelou seus carros favoritos em um podcast especial da Autocar.
- Ele estava entediado devido à inatividade na agricultura e à chuva constante desde o Natal.
- Clarkson comprou uma nova mesa de designer de alumínio de £3000 no dia anterior ao encontro.
- Apesar de sua aversão a podcasts, ele respondeu prontamente a um pedido de entrevista de uma hora.
- O encontro ocorreu na Diddly Squat Farm, às 14h30 de uma segunda-feira.
- A fazenda tinha uma nova casa imponente e um pátio cercado por edifícios de trabalho antigos.
- Havia uma equipe de produção de TV na fazenda para a próxima parte de “Clarkson’s Farm”.
- O escritório da nova fazenda era espaçoso, com quadros de carros e envidraçado do chão ao teto.
- Clarkson foi amigável e acolhedor, expressando gratidão pela visita.
- Ele confirmou entusiasticamente que ainda é um entusiasta de carros.
- Clarkson não tem entusiasmo por carros elétricos, chamando-os de “eletrodomésticos”.
- Ele aprecia motores a gasolina sofisticados, considerando-os a “alma” de um carro.
- Clarkson tem entusiasmo por veículos da Lamborghini.
- Ele preferiria comprar um Lexus LFA se a oportunidade surgisse.
- Clarkson está otimista sobre as capacidades e o potencial do “novo trio” de The Grand Tour.
- Ele acredita que o novo formato de The Grand Tour funcionará.
- Clarkson foi verificar seus trabalhadores na chuva e voltaria a gravar o programa de fazenda no dia seguinte.
- Seu amor por carros está “em um lugar muito próximo ao seu coração”.
- Steve Cropley, com mais de 30 anos de experiência, é o membro mais antigo da equipe editorial da Autocar.
- Cropley se considera o “long stop” da revista.
- Ele viu muitas mudanças desde que a Autocar era apenas impressa.
- Cropley tem pouco interesse em olhar para trás em um ambiente em rápida evolução.
- Ele ficou surpreso e encantado com a recepção generosa do podcast “My Week In Cars”.
O que ainda não foi confirmado
- O motivo exato da visita de Matt Prior e do autor à Diddly Squat Farm, além da mesa.
- O conteúdo completo do podcast Autocar.
- A definição exata de “eletrodomésticos” em relação aos carros elétricos por Clarkson.
- A interpretação completa de “alma” para motores a gasolina na visão de Clarkson.
- O significado preciso do termo “long stop” usado por Steve Cropley para descrever seu papel.
- A identidade ou o formato exato do “novo trio” de The Grand Tour.
- Os detalhes sobre os “clumps of workmen” que Clarkson foi ver.
- A especificação do que Clarkson quis dizer com “a place pretty close to his heart” em relação ao seu amor por carros.
- Detalhes sobre o “long suffering colleague” que faz o podcast com Steve Cropley.
A entrevista de Jeremy Clarkson para a Autocar é mais do que uma simples lista de carros favoritos; é um manifesto de sua filosofia automotiva. Em um momento de transição para a indústria, com a eletrificação ganhando força, sua voz representa uma parcela significativa de entusiastas que ainda veem nos motores a combustão o verdadeiro espírito do automóvel. Sua capacidade de ser autêntico, mesmo quando suas opiniões desafiam o consenso, mantém sua relevância e o posiciona como uma figura central na cultura automotiva global, um observador perspicaz que, mesmo entediado em sua fazenda, continua a influenciar o debate sobre o futuro sobre rodas.
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